Camas de Casal

Ordenar crescente por preço
ordem preço
crescente
Ordenar decrescente por preço
ordem preço
decrescente
Ordenar por nome
ordem
alfabetica
todos
novidades
top
vendas
promoções

Mais informações sobre Camas de Casal

Cama. Etmologia, Origem, e sua história
És um objeto fundamental hoje para o ser humano, todo mundo quando pensa em dormir se lembra da "cama", ela traz uma sensação de conforto muito grande. Então vamos falar sobre ela de certa forma uma protagonista em nossa casa.
Primeiramente vamos falar da etimologia da palavra cama:
Ah, uma boa cama depois de um dia de trabalho! Ou mesmo sem muito trabalho. Seja como for, em nossa civilização este é um móvel que não pode faltar para o repouso. Ela é constituída por diversas partes e sobre ela são usados objetos diversos. E é sobre a Etimologia desses componentes que vamos falar agora.
CAMA – era usado no Latim tardio como cama, “leito estreito e baixo”, provavelmente de origem ibérica.
LEITO – uma cama melhorzinha era chamada pelos romanos de lectus, “leito”. Mas atenção: eles usavam também esse nome para “caixão” um lugar onde se dorme para sempre.
CATRE – muitos agora desconhecem este pequeno leito de patas de madeira em sanfona, com uma lona por colchão, que pode ser dobrado durante o dia para ocupar menos espaço e que é garantia de dor nas costas depois de levantar. Sua origem é o Malaio kattil, “sofá, cama”.
GRABATO – ah, esta palavra poucos conhecem! É um sinônimo de catre, do Latim grabatus, “cama pobre, mal-feita”.
ESTRADO – é a parte da cama que segura o colchão. Sem este, a cama não funciona. Vem do Latim stratum, originalmente “esteira para dormir”, do verbo sternere, “estender, colocar esticado por cima”.
COLCHÃO – do Francês antigo culche, “cama”, derivado de coucher, “deitar-se”, do Latim collocare, “pôr algo em seu lugar”, formado por cum, “junto”, mais locare, de locus, “lugar”. COLCHA tem a mesma origem.
MOLA – muitos colchões são de mola, cujo nome vem do Latim mollare, “afrouxar, deixar solto”, de mollis, “macio, brando, frouxo, não duro”.
ESPUMA – e outros colchões são feitos com o material deste nome, que vem do Latim spuma, “espuma” mesmo.
CRINA – alguns colchões podem ser um saco contendo crina de cavalo, palavra derivada do Latim crinis, “trança de cabello, mecha”.
PENAS – alguns colchões e travesseiros podem ser recheados com penas, do Latim penna, “asa, pluma”.
LENÇOL – este vai sobre o colchão e seu nome deriva do Latim linteolum, “pano feito de linho”, de linum, “linho” (tanto a planta quanto o tecido feito dela).
COBERTOR – de cobrir, que vem do Latim cooperire, “encobrir, cobrir bem”, de com-, “junto”, mais operire, “tapar, ocultar, encobrir”.
EDREDOM – do Francês édredon, do Islandês aedar-dun, “plumagem macia de pássaro”.
TRAVESSEIRO – é do Latim vertere, “virar, fazer girar”, pelo seu hábito de ficar atravessado sobre a cama.
FRONHA – há quem diga que tem origem obscura; de nossa parte, sugerimos o Espanhol funda, “fronha, envoltório em pano ou couro”, do Latim funda, “bolsa”.
DOSSEL – é aquela armação de madeira das camas antigas e senhoriais sobre a qual se estendem cortinas, tapeçarias, etc. Estas serviam para enfeite mas também para ocultar o que estava se passando ali, numa época em que os quartos podiam servir de passagem para outros lugares da casa. Vem do Latim dorsum, “costas”.

Segundo a sua origem:
Uma cama ou leito é o móvel onde as pessoas dormem. É um item do mobiliário geralmente encontrado no quarto de uma residência ou hotel.
Normalmente é fabricada em madeira, mas pode ser feita com outros materiais. Utiliza-se com um colchão por cima de seu estrado, para que o ato de dormir seja mais confortável. A cama é complementada com travesseiros, lençóis, cobertores e colcha.
Cama de casal.
Quanto à estética da cama de casal, ela pode ter toda e qualquer forma, até mesmo circular, mas o usual é que ela tenha a forma retangular, um pouco elevada em relação ao chão, e que tenha quatro pernas de apoio.

Existem basicamente cinco tamanhos de cama:
Cama de Solteiro: Uma cama desenhada para somente uma pessoa.
Cama de Solteiro King: Uma cama intermediária entre a de solteiro e a de casal. Também é conhecida como "solteiro extra", "cama de corpo e meio", ou ainda "cama de viúvo".
Cama de Casal: Cama desenhada para casais. Tem o espaço aproximado de duas camas de solteiro lado a lado.
Cama Queen Size: É uma cama com dimensões um pouco maiores que as da cama de casal tradicional, proporcionando mais conforto para o casal.
Cama King Size: É o maior tamanho, proporcionando amplo espaço e conforto para o casal.
Cada tamanho de cama tem um tamanho específico de jogo de cama. Por exemplo, um jogo de cama de casal tem tamanho inferior ao de um jogo de cama queen.

Historia da Cama e da cama de casal
Como fazíamos sem cama de casal?
No passado, o jeito era dormir sobre peles de animais ou montes de palha
Maurício Barros de Castro | 22/06/2010 04h10
O chão era o limite enquanto o homem ainda não havia descoberto uma das suas mais importantes invenções: a cama. Antes de nossos ancestrais desenvolverem a capacidade de construir artefatos, eles deitavan no solo úmido e ficavam sujeitos a inundações e ataques de bichos rastejantes. Na melhor das hipóteses, dormiam sobre peles de animais ou montes de palha. Embora conseguissem maior conforto, permanecia a incômoda proximidade da terra. Era preciso se colocar acima dessas adversidades.
No antigo Egito, as pessoas já conseguiam dormir melhor. Um dos tesouros encontrados na tumba de Tutancâmon é uma cama de madeira dobrável. Acredita-se que o modelo era utilizado em viagens e campanhas de guerra. Sua engenhosidade não se perdeu com o tempo e, ainda hoje, o objeto é facilmente reduzido a um terço de seu tamanho. Mas poucas pessoas tinham acesso a tamanho privilégio. Ao contrário do resto da população, somente os faraós e nobres usavam camas para dormir ou mesas e cadeiras para comer.
Nos séculos seguintes, a cama continuou sendo utilizada não apenas para descanso, mas também como local de refeições. Uma aplicação que teve seu ápice com os romanos, acostumados a celebrar banquetes deitados em divãs semicirculares ou em forma de ferradura, repletos de almofadas.
Com o avanço da Idade Média e a compartimentação dos ambientes da casa, a cama foi recolhida ao quarto de dormir. Para se proteger do frio, os europeus passaram a utilizar um modelo herdado dos persas: o dossel, um leito cercado por colunas de madeira e cortinas de tecido.
Outras sociedades encontraram formas diferentes de repousar. Os índios preferem as redes e os japoneses gostam de futons (colchões espessos e dobráveis) sobre tatames. Ao longo do tempo, o móvel permaneceu com inúmeros usos, todos voltados para o descanso e o prazer. Não é à toa que, em vários idiomas, "ir para a cama" também pode ser sinônimo de fazer amor.

Historia da Cama I -

Conta-se que a cama é fruto de desculpa esfarrapada, para uns; para outros, um imperativo do corpo, mais do que da mente. Mas de qual tipo se fala, se há camas de solteiro e de casado ? para um só dia e para mais longas estadias ? camas chamadas de maca, cuja estrutura pode ser para hospital em tempo de paz, ou modificadas para tempos de guerra ?
De qual delas se fala ? Sabe-se que a igreja condena este apetrecho cotidiano, por julgá-lo receptor da volúpia, sicário da preguiça, antinomia e sinonímia capazes de reger o mundo de tantos, senão o de todos… sim, este arrazoado é antigo, é de antes do tempo em que nas cavernas o cocô dos morcegos forrava o imaginário dos bípedes que sobre ele estendiam palhas e couros para dormir, comer, beber, guerrear, grunhir, jogar, fornicar e jogar (jogar é antigo, tem mil tempos mais que o seu nome latino Homo ludens), mas não se sabe quando o Homem começou a e deixou de sorrir.
Da antropologia e do alfabeto se sabe algo a respeito do por quê vieram como necessidades do Homem, mas o mesmo não se pode dizer da inútil paisagem forjada pela psicologia clínica quando, por exemplo, intenta explicar o bélico em cada um e em todos os humanos, a tendência ao belo… e outras tangências e outras “histórias das infâmias universais”. *
A cama, senhoras e senhores, ainda que seja a mais coerente sensação dentre as vossas divagações e o mais protelado dos segredos, precisa que se lhe feche de vez em quando as pernas, que se lhe dê de ombros de quando em vez, como o fazemos com uma canção ou um livro que se deixa de lado por algum tempo, devido ao uso contínuo ou ao fato de não se concordar mais com ele, quando não pelo fato de algo melhor ter surgido.
A cama é espera, duna e nuvem, certeza de palpitações das duas inenarráveis algazarras que sobre nós arremetem com o seu inexorável domínio (lembro-me dos poemas Congresso dos Ventos e Colóquio dos Violentos*): as antípodas irmãs gêmeas: sexo e morte. Estuda-se até a exaustão a libido, mas é como no futebol: quem entende mesmo de futebol é só a bola. A bola. A libido não é jogo só para se beber, comer, guerrear, grunhir, fornicar e dormir, e não será na cama que terás a resposta, se é que resposta plausível há, e se é que procuras alguma. Quando se inventará e se inventariará mesmo o Riso ? Resolverá algo o Riso ? Será vendido a quanto o Riso ?

Historia da Cama II -
Africama
Florzinhas cotidianas 1751
"Quase 80 mil anos antes de os humanos começarem a borrifar substâncias químicas para controlar os insetos, os africanos usavam colchões feitos com plantas repelentes de insetos para garantir uma boa noite de sono. O achado, publicado na revista Science desta sexta-feira, tem por fundamento uma cama com plantas, de 77 mil anos, descoberta em uma caverna na província de KwaZulu Natal, na África do Sul. A cama é 50 mil anos mais antiga do que qualquer outra pré-histórica já descoberta".


*****
1.
Até que os antepassados melhorassem o seu discernimento, o céu era o limite, o terror, pois vinham de lá tempestades pavorosas com raios que incendiavam tudo à vista daquelas populações inicialmente nômades, ou catadores de frutos, caçadores ou matadores de renas, mamutes, bisões, ratos silvestres, cobras, javalis, preguiças gigante, tatus, minhocas, focas, macacos, antílopes, larvas, o que achassem no hipermercado da época; e o outro limite era o chão, porque cama não tinham, senão o chão coberto de palha, peles ou couros: estes eram o estrado e a cama daqueles que andavam sempre juntos naquela vida cheia de perigos, sem nada do parasitismo das vadias e aleijados bbb; sim, foi uma longa e sinuosa estrada, ou, em português, a long and winding road. Estima-se que a primeira população entrou no continente europeu por onde hoje é a cidade de Korenki, na Rússia, há uns 75 mil anos, entrando pela parte oriental da Europa. Viva a cama.
Mas chega de história, arqueologia e antropologia, e voltemos à cama, isso porque uma sensação inenarrável é a de deitar-se numa cama d'água ou de ar, de espuma, paina, de palha ou de capim - como eram recheados os primeiros colchões, e refestelar-se num travesseiro enchido com crina de cavalo ou rabo de vaca, bisão, com pelos de urso ou de outro bicho, ou enchido com os cabelos de inimigos mortos em batalha, ou daqueles que eram aprisionados e comidos, até porque tribos havia que não desgostavam nada de comer prisioneiros, por exemplo, os tupinambá (leia a história do naturalista ou aventureiro alemão Hans Staden, que escapou por muito pouco de ir à mesa dos tupinambá, com o devido molho de pimenta, temperado também com ervas afrodisíacas e servindo de pretexto para beberagem de cauím, após anos de cativeiro sob uma tortura psicológica refinada. Imagine). Voltemos ao aprazível da cama.
2.
"Hoje eu faço 10 anos, e fiz um brinquedo com palavras" (Manoel de Barros). Pois eu, há dois meses, fiz 100 anos, e fui à zorra, à zona mais meretrícula de duas suicidades, experimentar de novo o que não conhecia tão a fundo, sabia algo, é vero, da complexidade das mulheres, de como são boas aquelas anatomias em conluio com o sal dos desajuizados, e me refestelei de tal jeito que perdi hora, e fiquei lá, entre a poesia lasciva da poeta grega Safo, e a boca de noites sísmicas e de madrugadas embaladas com os contos da incrível Sherazade; portanto, podes perceber que os meus 100 anos foram vividos em Somorra & Godoma, inesquecíveis; e agora compartilho este alvoroço, aquela monumental algazarra na qual a cama teve lugar primordial, porque se nem sempre tudo o que reluz é ouro, e se nem sempre de reza vive o homem, e se nem só de pão vive o homem, o fato é que sem cama não há cristão, xintoísta, budista, janista, muçulmano ou judeu, e muito menos ateu como eu que possa viver. Vivacama, todas, menos as de hospital, menos as de campanha. Vivacama, africama. O ogro e a dama sob xeque, mate, gritos e sussurros da amorosa trama.

3.
Lugar de descanso e cansaço, de vitória e fracasso, serva e senhora de quem tem saúde e de quem se tornou bagaço, lugar do real e do abstrato, a cama é a própria história da humanidade: cheia de terra e sangue, plena do entusiasmo das melhores manhãs, melhor é pensá-la e fazê-la ter manhãs multicores, ela, a cama e suas rimas e desavenças com as ruas da cidade e os trançados das lavouras, com a língua de fogo dos escritórios e o veneno e as traições mortais das bolsas de valores. Viva a cama.